terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estar contigo é como nascer a cada dia.

Adormecer no teu abraço e acordar com o teu sorriso é a mais bela forma de começar um novo dia. Poder desfrutar do calor do teu corpo, do mel da tua boca, da ternura das tuas mãos é a mais saborosa forma de te sentir aqui. Perco-me durante horas no teu olhar, gosto de estar simplesmente a contemplar-te fazer seja o que for, esse teu jeitinho de ser encanta-me a cada dia.Todos os dias aprendo algo novo, todos os dias me ensinas a dar valor aos pequenos nadas que o Mundo tem.

Poder aconchegar-te no meu abraço é o melhor presente que me podes dar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Há dias assim, em que o total e completo improviso toma conta de nós e fazem com que tudo brilhe.
Abrir as asas e voar, saborear o momento que nos envolve, sentir o ritmo, bater asas e voar bem alto.
O que mais posso eu querer da vida se já tenho a felicidade de ser FELIZ.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


"Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.
Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.
Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.
Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.
Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida."
margarida rebelo pinto

O meu é fino como a prata e precioso como o ouro e o vosso como é??

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tango mi amor.


Há dias dei por mim a escrever os porquês de te amar, recordo-me que não foi tarefa difícil de realizar e que a lista já ia relativamente longa. Recordo-me também de pensar que talvez fosse a altura certa de dar voz a palavra, de soltar do meu peito aquele tão esperado amo-te.

Não foi realmente o melhor momento nem a altura certa, baralhei gestos, atitudes, pisei em falso e caí.

Rasguei tudo o que tinha escrito por esses dias, todos os desabafos que coloquei no papel na expectativa de me darem coragem para agir.

Apenas pensei em mim, no quanto todo estava a ser bom para mim, e nunca me veio há mente que depois de tantos momentos maravilhosos, tu ainda não estivesses preparado para o ouvir o que já muito tinham visto.

Durante vários dias a magoa e a desilusão tomaram conta de mim, mas não do meu amor.

Não consigo encontrar forma de definir o amor, mas senti-o presente em tudo o que faço, em cada passo de Tango, em cada abraço Milongueiro, em cada pé torto ele está lá.

O meu Amor existe, ultrapassa orgulho, vence obstáculos, entrega-se de corpo e calma a todos os trabalhos que há a cumprir. Vive somente fechado entre 4 paredes cegas, surdas e mudas.

O meu Amor existe em silencio, como se de um pecado se tratasse, faz-se ouvir baixinho nas poucas vezes que fala.

O meu Amor resiste na expectativa de um dia ser aceite.

O meu Amor persiste na esperança de um dia ser amado.

Talvez brevemente deixe de dançar sozinha....

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"Sou toda feita de coração, nem sei porque é que Deus me deu miolos, nunca os uso para as coisas mais importantes da vida."

É difícil calar este sentimento que sinto florescer dentro de mim

É difícil ter de manter aparências, ter de disfarçar gestos e emoções

É difícil ter de calar quando apenas se quer falar

Fere-me demais a ausência de emoções.



E porque hoje, alguém me fez recordar Alexandre O´Neill:

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperançar louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Voando....

Com pouco tempo para me dedicar às escritas.
Vivo dias navegando em copos meios vazios, mas outros há (felizmente muitos) em que ganho asa e voo bem alto.
O medo de uma possível queda ainda não se afastou de mim, por isso vou tendo sempre por perto um copo meio vazio (se estiver demasiado cheio vou afogar-me nele com toda a certeza).
Viver paixões tem destas coisas, seguindo sendo feliz mas sempre com um MAS, sempre com um SE, sempre num meio passo.
Vivo assistindo a mudanças de atitude que me agradam, mas que não quero tomar como certas para não ter de baixar o voo e voltar a tocar no copo meio vazio....
Seguindo vivendo e aproveitando cada momento....