segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aqui em casa vive-se assim......


........A felicidade divide casa connosco.Habita em cada gesto mais sem jeito de um dia-a-dia familiar.Nesta noite as 2 metades da minha laranja meteram mãos à obra e deliciaram-me com esta surpresa.Um magnifico bolo de bolacha! Que de tão bonito que estava até deu dó despedaça-lo.A foto regista o orgulho destes 2 cozinheiros, e esconde o sorriso rasgado de uma mãe e mulher apaixonada pelo cozinheiro mais criativo do mundo e a sua ajudante mais "bimbinha"do universo.Ainda bem que alguém cozinha cá em casa...........

sábado, 18 de junho de 2011


Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite.
Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre”.

Gabriel García Marquez

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ser Mãe tem destas coisas...

Hoje mais uma jovem perdeu a vida.
Uma mulher como tantas outras, trabalhadora ,mãe de um menino de 2 anos, que todos os dias enfrentava o stress do trabalho, a vida domestica a educação do filho.
Infelizmente, cada vez mais, deixamos o nosso bem estar e a nossa saúde para segundo plano, muitas vezes porque mal temos tempo para nós, mas arranjamos sempre tempo para os outros.
Esta "miúda" de quem falo era minha conhecida, foi vitima de uma embolia cerebral ontem a noite e acabou por falecer esta manhã...
Pior que saber que ela faleceu, deixando para trás um terrível cenário de sofrimento por o qual passa uma pessoa que a partida esta condenada a não sair mais de uma cama (na melhor das hipóteses), é saber que 1 criança de 2 anos ficou sem mãe...
Não sei se é um sentimento comum a todas as mães mas eu neste momento se pudesse trazia aquele anjinho para minha casa...
Não é junto perder-se a vida aos 30 anos...
Não é junto não poder ver um filho crescer....

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estar contigo é como nascer a cada dia.

Adormecer no teu abraço e acordar com o teu sorriso é a mais bela forma de começar um novo dia. Poder desfrutar do calor do teu corpo, do mel da tua boca, da ternura das tuas mãos é a mais saborosa forma de te sentir aqui. Perco-me durante horas no teu olhar, gosto de estar simplesmente a contemplar-te fazer seja o que for, esse teu jeitinho de ser encanta-me a cada dia.Todos os dias aprendo algo novo, todos os dias me ensinas a dar valor aos pequenos nadas que o Mundo tem.

Poder aconchegar-te no meu abraço é o melhor presente que me podes dar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Há dias assim, em que o total e completo improviso toma conta de nós e fazem com que tudo brilhe.
Abrir as asas e voar, saborear o momento que nos envolve, sentir o ritmo, bater asas e voar bem alto.
O que mais posso eu querer da vida se já tenho a felicidade de ser FELIZ.
video

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


"Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.
Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.
Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.
Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.
Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida."
margarida rebelo pinto

O meu é fino como a prata e precioso como o ouro e o vosso como é??

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tango mi amor.


Há dias dei por mim a escrever os porquês de te amar, recordo-me que não foi tarefa difícil de realizar e que a lista já ia relativamente longa. Recordo-me também de pensar que talvez fosse a altura certa de dar voz a palavra, de soltar do meu peito aquele tão esperado amo-te.

Não foi realmente o melhor momento nem a altura certa, baralhei gestos, atitudes, pisei em falso e caí.

Rasguei tudo o que tinha escrito por esses dias, todos os desabafos que coloquei no papel na expectativa de me darem coragem para agir.

Apenas pensei em mim, no quanto todo estava a ser bom para mim, e nunca me veio há mente que depois de tantos momentos maravilhosos, tu ainda não estivesses preparado para o ouvir o que já muito tinham visto.

Durante vários dias a magoa e a desilusão tomaram conta de mim, mas não do meu amor.

Não consigo encontrar forma de definir o amor, mas senti-o presente em tudo o que faço, em cada passo de Tango, em cada abraço Milongueiro, em cada pé torto ele está lá.

O meu Amor existe, ultrapassa orgulho, vence obstáculos, entrega-se de corpo e calma a todos os trabalhos que há a cumprir. Vive somente fechado entre 4 paredes cegas, surdas e mudas.

O meu Amor existe em silencio, como se de um pecado se tratasse, faz-se ouvir baixinho nas poucas vezes que fala.

O meu Amor resiste na expectativa de um dia ser aceite.

O meu Amor persiste na esperança de um dia ser amado.

Talvez brevemente deixe de dançar sozinha....